
A moda é passageira, um objeto efêmero de ilusões e desejos, onde arte e comércio nem sempre andam de mãos dadas.
Impossível esquecer o histórico desfile de 2004, quando Jum Nakao desafiou os conceitos da moda e usou o poder de mídia do São Paulo Fashion Week pra propagar sua performance com roupas feitas de papel. Ao final, rasgando as roupas (elaboradíssimas, cada uma levando dias para ser confeccionada), Nakao elevou ainda mais o efêmero ao seu limite. Criou arte.
É o que o estilista nipo-paulistano classifica como “um possível ainda invisível no real”.
Na mesma linha, quem revisita o tema é a dupla Alexandra Zaharova & Ilya Plotnikov da agência Doberman, que usou linhas e curvas arquitetônicas e, literalmente, roubou a atenção de um editorial de jóias. Elas, as preciosas, ficam em segundo plano e cedem os highlights para a absurda geometria do que podemos chamar de “papier couture”.
O editorial circulou na L’officiel de julho/agosto e é inspirador tanto para quem ama moda, quanto para quem admira arte.
Confira nas fotos abaixo:














